Kumpera.net delírios sobre linguagens de programação
Meus achados sobre tecnologia
Vamos todos impedir a regulamentação da profissão de analista de sistema
Dia 5 de março de 2008 foi aprovada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) o projeto de lei 607/2007 que regulamenta a profissão de analista de sistemas. Muita gente sabe disso e a grande maioria é expressamente contra esse projeto que vai causar muitos problemas sem melhorar ou resolver qualquer um existente.
Muita gente expressou sua indignação publicamente, mas ao que tudo indica, não causou qualquer reação junto aos nobres senadores. Por isso acho que chegou a hora de todos nós pararmos de reclamar e iniciar um protesto que fará o legislativo sentir nossa opinião de maneira muito mais contundente.
Temos que agir rapidamente pois o assunto está aguardando ser designado um relator da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para dar procedimento a este absurdo. Precisamos deixar bem claro a todos membros da CAS que não queremos essa lei de maneira alguma.
Uma vez que esta lei irá sucatear o mercado de TI do Brasil, vamos nos adiantar e mandar toda nossa sucata tecnológica para os senadores que compõem a CAS. Vamos mandar todas nossas peças velhas de computador para eles. Não adianta enviarmos milhares de emails diários pois eles tem uma horda de assessores para filtrar todo esse spam.
Entulhar os escritórios deles com pacotes do correio com nossa sucata digital é a melhor maneira de deixarmos bem claro o que achamos do projeto de lei 607/2007. Não podemos, claro, esquecer de enviar com uma carta dizendo do que protestamos.
Vamos mandar aquela trident de 1 mega, aquele gravador de cdrom 1x ou, melhor ainda, aquele gabinete velho de 486. Vamos enviar nosso recado para a presidente da CAS Patrícia Saboya ou um de seus membros titulares. Não sejamos tímidos de só mandar um pacote, quanto mais sucata para mais senadores, melhor.
Minha contribuição é uma placa de vídeo antigona. O pacote irá sem dúvida alguma para a senadora cearense Patrícia Saboya que é a atual presidente da CAS. Uma foto do pacote para inspirar a todos.

Existem algumas formas de participar dessa mobilização, a primeira é enviar sua sucata também, e a outra, tão importante quanto, é divulgar essa iniciativa via blog, email, foruns, listas de discussão e qualquer outro meio que dispor. O endereço de envio é o mesmo, “Senado Federal - Praça dos Três Poderes - Brasília DF - CEP 70165-900″, mudando apenas o gabinete. No caso dos titulares da CAS são estes:
Patrícia Saboyia (PDT-CE):
Ala Sen. Teotônio Vilela, gab. 07
Tel.: (61) 3311-2301/2302
Fax: (61) 3311-2865
Flávio Arns (PTR-PR)
Ala Senador Filinto Müller, gab. 06
Tel.: (61) 3311-2401 a 3311-2407
Fax: (61) 3311-1935
Augusto Botelho (PT-RR)
Ala Senador Filinto Müller, gab. 11
Tel.: (61) 3311-2041 a 2048/3664
Fax: (61) 3311-1931
Paulo Paim (PT-RS)
Anexo I, 22º andar, gab. 04
Tel.: (61) 3311-5227/5232
Fax: (61) 3311-5235
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Ala Ruy Carneiro - gab 02
Tel.: (61) 3311-5225/5730
Fax: (61) 3311-2211
Inárcio Arruda (PC do B-CE)
Ala Senador Filinto Muller, gab. 07
Tel.: (61)3311-5791 / (61)3311-5793
Fax: (61)3311-5798
José Nery (PSOL-PA)
Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 17
Tel.: (61) 3311-2104
Fax: (61) 3311-1635
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ala Senador Afonso Arinos, gab. 12
Tel.: 311-2111 a 2117
Fax: (61) 311-1653
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 25
Tel.: (61) 3311-2252/2253
Fax: (61) 3311-2853
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG)
Ala Senador Teotônio Vilela, Gabinete 15
Tel.: (61) 3311-2244/2245
Fax: (61) 3311-1830
Demósteles Torres (DEM-GO)
Ala Senador Filinto Müller, gab. 10
Tel.: (61) 3311-2091 a 2099
Fax: (61) 3311-2964
Jayme Campos (DEM-MT)
Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 24
Tel.: (61) 3311.4061 / (61) 3311.1048
Fax: (61) 3311.2973
Kátia Abreu (DEM-TO)
Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 04
Tel.: (61) 3311-2464 / 3311-2708
Fax: (61) 3311-2990
Rosalba Ciarlini (DEM-RN)
Ala teotonio Vilela Gab 03
Tel.: (61) 3311 1777
Fax: (61) 3311 1701
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Ala Senador Afonso Arinos, gab. 05
Tel.: (61) 3311-2323
Fax: (61) 3311-2883
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Ala Sen. Teotônio Vilela, gab. 16
Tel.: (61) 3311-2035/2844
Fax: (61) 3311-2868
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Ala Senador Filinto Müller, gab. 13
Tel.: (61) 3311-3253/3258/3262/3277
Fax: (61) 3311-3293
Gim Argello (PTB-DF)
Ala Afonso Arinos, gab. 10
Tel.: 3311-1161, 3311-1547
Fax: 3311-1650
João Durval (PDT-BA)
Ala Senador Teotônio Vilela, gab. 09
Tel.: (61) 3311-3173
Fax: (61) 3311-2862
Você poderia dar motivos para que essa regulamentação da profissão seja prejudicial?
[…] tem problema, siga o exemplo do Rodrigo e mande a sucata para quem regula uma profissão com leis de […]
[…] tal essa sugestão para demonstrar seu descontentamento com isso […]
Concordo com o Daniel, quais os motivos para essa regulamentação é prejudicial? Gostaria que um médico sem diploma lhe operasse?
@Tonismar, mais motivos do que vc precisa pra se convencer aqui: http://blog.fragmental.com.br/2008/03/21/ainda-bem-que-estou-aqui/
Pura política!!!
E o pessoal formado com certeza está achando que isso justificará o investimento feito em uma faculdade. Sou programador a 18 anos, a uns 3 meses em Belo Horizonte fui contratado por uma empresa que precisava desenvolver um aplicativo e encontrava sérias dificuldades pra achar quem desenvolvesse. Depois de ir contra o conselho das empresas de colocação profissional encontrou a mim e mais dois “programadores”… Serviço feito. Agora gente… vocês que são estudados… usarem o velho artifício: “pra ser médico não precisa ter diploma?”… que que é isso.
Só pra constar… acompanhem o mundo ruby on rails (ainda estou estudando)… vc não encontra nenhum, tem cara que estudou música e tá lá ralando… o desenvolvedor do JRuby “projetinho” abraçado pela SUN… é coordenado por um cara que mal terminou o ginásio.
Gente… não é assim que melhoraremos nossa classe… vamos estudar e fazer menos política.
Bom, a regulamentação do Analista de Sistemas e a unica forma de termos nossa profissão reconhecida ja que hoje qualquer um pode fazer um programa e ta tudo bem, um engenheiro pode desenvolver um programa ja nos não podemos assinar um projeto deles, com a regulamentação podemos ter salarios melhores e profissionais de verdade trabalhando na area e não qualquer um, se não me engano o projeto no incio não e so para quem tem diploma mas tambem para quem trabalha a + de 5 anos na area!
Me de 1 unico motivo que a regulamentação não vai trazer beneficios para os proficionais de T.I.?
Bom, deixa eu enteder, qual o motivo do protesto ?
Eu sou contra o seu protesto, pois acho certo sim que para ser analista de sistema é necessário ter diploma sim. O mercado de TI está uma zona, pelo simples motivo de várias pessoas sem conhecimento nenhum de TI está no mercado.
Eu imagino que você não tenha diploma relacionado a alguma áera voltado para TI, porque se tivesse você estaria dando valor no que conquistou.
Vamos dar valor na nossa área e para com esses protestos sem sentido.
De valor no seu diploma.
Se me deixarem fazer uma cirurgia cardíaca e assinar o projeto da construção de um prédio eu concordo que essa lei não deve ser aprovada.
É perfeitamente possível aprender a desenvolver software sem ter diploma. TI é algo totalmente diferente da medicina. Eu consigo com menos de dois mil reais montar um “laboratório” em casa para aprender e treinar meus conhecimentos de TI. Consigo facilmente simular ambientes reais com equipamento comprado na lojinha da esquina.
Eu não sou um especialista, mas acho que com medicina e engenharia civil não é bem assim.
@Guilherme
Como se um diploma, esse mundo cheio de faculdades no melhor estilo fast-food, fosse algo que fizesse do sujeito alguém qualificado.
Sou o único não-formado na minha equipe e isso não faz de mim o com menos conhecimento, MUITO pelo contrário.
Eu percebo que as pessoas com graduação (mas não em qualquer curso de graduação) tem uma considerável vantagem sobre os que não tem.
Aqueles que não tem uma boa base teórica vinda do mundo acadêmico tem dificuldades quando aparecem problemas de maior dificuldade em que conhecimentos sólidos em Estrutura de Dados, Programação Distribuida, Programação Paralela, Redes etc… são essenciais.
É óbvio que a graduação não faz diferença, mas uma boa graduação faz muita. Eu me formei em faculdade federal e percebo que pessoas que se formaram em faculdades particulares e em cursos de 2 anos e meio ou três também não tem base pra enfrentar problemas complexos.
Eis o motivo pela qual defendo uma regulamentação na profissão e também nos cursos que geram esses profissionais.
O mercado de TI tem excesso de profissionais desqualificados porque as empresas contratam indiscriminadamente, não porque falta regulamentação. O que precisa melhorar é o processo seletivo das empresas, que deve buscar profissionais que tenham interesse de aprender sobre sua área, seja através de faculdade, livros, cursos, hacking ou seja lá qual meio a pessoa aprenda melhor.
Essa regulamentação só vai beneficiar os donos de faculdades.
P.S.: e eu sou formado.
Existem alguns documentos da www.SBC.org.br que respondem de maneira bem abrangente às questões colocadas acima. Explica, entre outras coisas, por que a comparação simplista à médico ou advogado não se aplica(a qualidade do nosso trabalho pode ser atestada pela qualidade do produto final, não ha relação direta profissional/cidadão).
Além disto, profissional competente não precisa de reserva de mercado. A auto-regulementação da área assegura que um cara formado que após a faculdade vai para casa todo dia, digamos “assistir jogo de futebol ou novela”, não tenha uma vaga garantida por reserva de mercado.
E também as melhores faculdades usam software open source(muitas vezes exclusivamente Linux, etc), onde ocorrem muitas contribuições de adolescentes (Marcelo Tosati, por exemplo), pessoas formadas em outras áreas e pessoas sem educação formal também. Esse trabalho possibilita a faculdade economizar a grana das licenças(quando é pública vem dos nossos bolsos) e ainda serve de referência aos alunos!!!
Incentivar este tipo de atitude tem um valor muito maior para toda a sociedade do que simplesmente valorizar diploma e criar reserva de mercado.
Quem trabalha por mais de 5 anos vai ficar de boa, mas a questão vai além disto, percebem?
É preciso ter uma visão mais ampla de todo o cenário, entender todo o cenário, e não querer algo parecido com aquele sossego(estabilidade garantida acima de tudo) de alguns maus exemplos que temos na nossa sociedade. Este tipo de coisa não leva o país para o rumo de desenvolvimento que a maioria das pessoas almeja.
A faculdade é um dos meios mais eficazes para assimilar os conhecimentos básicos sim, mas o diploma não deve ser valorizado em detrimento do conhecimento, que no final das contas é o que gera resultados no trabalho e para a sociedade como um todo.
Bom, não tenho muito mais a dizer, concordo com tudo que está escrito aqui:
1) http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc.html (Intro)
2) http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc-original.html (Legislação atual seguida de Justificativa)
3) http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc-faq.html (FAQ)
Boa leitura para quem tiver interesse.
[]s
Concordo plenamente que profissionais competentes não precisam de reserva de mercado, mas por causa da saturação de pessoas no mercado de trabalho não tão qualificadas faz com que os salários tenham a tendência de ir para baixo.
Cara não acredito nesta saturação, acho que falta gente qualificada no mercado… bom é o que leio por ai, mas também não tenho números para te mostrar :)
E mesmo que este problema exista ou venha a existir, e acredito que a regulamentação não o resolve.
Para manter um ambiente saudável, sendo na minha definição de ambiente saudável: bons profissionais tendo a oportunidade de trabalhar com bons profissionais e recebendo uma boa recompensa financeira — por meio da lei da oferta e da procura — acredito no seguinte:
Os bons profissionais de tecnologia precisam se impor e tomar a frente das situações no dia a dia. Ainda que isto venha a custar algum emprego.
Não devermos ceder a alguns(na verdade muitos) analistas de negócio ou gerentes de projetos sem noção que acham que em toda situação basta fixar um prazo, fazer pressão e aumentar o número de recursos usando skills de relacionamento pessoal mal-interpretados ou trazidos de contextos de negócios sem aplicabilidade garantida em tecnologia… Este é um grande problema na nossa área.
Os bons profissionais devem começar a selecionar os empregadores. Dada a falta de (bons) profissionais, acredito que unidos os que se julgam bons profissionais conseguirão se impor.
Algo que me parece uma boa opção para atingir estes objetivos são os elementos centrais do AGILE MANIFESTO — veja a home do www.agilemanigesto.org. As práticas necessárias para obter sucesso acabam filtrando bons profissionais… Não que apenas os gurus sobreviverão a esta “seleção natural”, mas sim pessoas comprometidas ao aprendizado contínuo e comprometidas com a qualidade de seu trabalho — afinal de contas ser autodidata é a “alma do nosso negócio”, na nossa área estamos sempre aprendendo e nos adaptando a mudanças.
Vamos dominar a situação, e não delegar a solução dos nossos problemas a governo brasileiro, empresários donos de faculdades e acabar abrindo brecha para que interesses pessoais ou corporativos de poucos prevalecam por tras das regulamentaçãos, pq depois que vai para a mão do governo as decisões ficam sujeitas aos “faz-me-rir” concedidos aos reguladores por quem pode mai$…
Acho que a regulamentação é um tipo no pé.
Querer comparar Analista de Sistemas com medicina é coisa de quem precisa justificar seus anos investidos na faculdade e não sabe como… Fiz matemática, e certamente seria afetada por essa lei, que acho coisa de quem não entende nada do assunto. Alguns bons anos de experiência na área e vontade de aprender são mais eficazes que um curso ruim (já vi vários) e pessoas que só estão no mercado pelo dinheiro (a maior parte). Resumindo: gente que faz faculdade de computação porque “dá dinheiro” nunca vai ser tão competente quanto um programador auto-didata que ama o que faz. Temos vários exemplos de sucesso, como o cara do netfilter, Steve Jobs, e mesmo nosso controverso Bill Gates.
Acho que até agora alguns orgãos como ACM, IEEE, IANA, W3C entre outros e a comunidade de desenvolvedores de software — cada vez mais open source — foram bons em definir os melhores rumos.
Ficar dependendo de regulamentações não me parece nada bom, acho que a comunidade deve definir
seus próprios rumos. A SUN criou uns padrões que alguns membros respeitados da comunidade JAVA dizem ser furados para J2EE (EJB) e que hoje são muito bem substituídos por HIBERNATE, SPRING, entre outros projetos Open Source.
A MS oferece ums bibliotecas complementares ruins — consideradas ruins por bastante gente respeitada na comunidade — para .NET (Application Blocks) na sessão “Patterns & Pratices” da MSDN, mas hoje existem opções Open Source de qualidade, ainda não tanto quanto JAVA, mas existem projetos respeitados e razoavelmente difundidos para quem busca desenvolver uma arquitetura descente.
Os melhores práticas estão em livros do Martin Fowler, Eric Evans, Pragmatic BookShelf, Steve McConnel, e mais alguns autores que talvez eu ainda não conheça, blogs, foruns — e nem sempre (quase sempre) são referenciadas nas faculdades — não existe um curso de informática que ensine essas práticas.
Após a regulamentação o que vai acontecer? As soluções Open Source terão que ter um certificado comprovando que foram feitas por “Analista de Sistemas” regulamentado?? Se não tiver o software equivalente vai ser feito “em casa” por causa disto?? Piada!
O curso ideal de tecnologia ainda não existe. Provavelmente não vai existir nos próximos 10 ou 15 anos e talvez nunca exista. E com a dependência cada vez maior de open source talvez nunca se justifique,porque não há praticas bem definidas — o que é bom –, porque não há um currículo bem definido, e se até hoje não conseguiram definir esse currículo a regulamentação é inviável…
Vão regulamentar o que?
Vão regulamentar “Analista de Sistemas”?
E quanto a “Desenvolvedor”, “Junior”, “Pleno”, “Senior”, “Analista de Negócios”, ou o novo cargo de TI de 2010 ??
A área está em constante transformação, há uma série de linguagens, paradigmas, tecnologias, metodologias… e vai muito bem assim.
Saiba tirar proveito delas para inovar na sua área de atuação e não ficar preso ao “Selo-Do-Padrão-SUPER-SUPER-9000″, por que os que existem não funcionam bem. Isso é bom, não fique com inveja dos engenheiros com CREA, fique com pena!!!
[]s
Nossa profissão tem que ser regulamentada sim. Isto nos garante proteção, tanto para nós, tanto para nossos clientes. Que tal um advogado que aprendeu “na vida” a advogar? se ele errar, como vc vai processá-lo? como vai fazer ele parar de advogar? E um médico?
Nossa profissão é tão importante quanto medicina e direito. Fazemos fábricas inteiras funcionar, aviões voar,reatores nucleares funcionar, disparar mísseis, satélites, e até o controle de “fiado” da padaria da esquina. Quando um sistema destes falha, como é que o cliente vai agir? Vai procurar quem ?
Eu defendo a regulamentação.
Para variar, nossos ilustres politicozinhos achando que entendem de alguma coisa e ávidos a criar mais e mais cabides para queimar mais do nosso dinheiro.
Palhaçada homérica. Piada de mal gosto sem sombra de dúvida.
Acho que o Bruno falou muito bem sobre o caso!
Estou correndo para conseguir meu diploma, mas não por isso sou menos competente que um já diplomado.
Analista/Desenvolvedor/Programador bom é programador experiente, com anos de estrada e desenvolvimento.
“E quanto a “Desenvolvedor”, “Junior”, “Pleno”, “Senior”, “Analista de Negócios”, ou o novo cargo de TI de 2010 ??”
Disse tudo!
[]´s
[…] um representante da profissão, e tão interessado como qualquer outro, estou linkando o protesto que o Rodrigo iniciou, e em breve vou fazer o meu […]
Um dia desses vi um blog (não lembro qual) com uma frase mais ou menos assim: “alguém poderia construir um prédio sem ter diploma?”
No momento, apenas pensei comigo: é evidente que sim! O que não pode é construir prédios sem ter conhecimento!
[]’s
@Anderson
De que tipo de proteção vc precisa?
Como a regulamentação vai ajudar alguém a processar um profissional porque o software não funciona como esperado?
Advogado, médido?? Você leu os links da SBC, vc sabe o que é SBC? Leia lá por favor a diferença…
Você gosta de Linux?
Você usa software open source?
Você vai parar de usar software open source que não for feito por analistas regulamentados?
Cara você tem o direito de defender sua posição, mas tente embasá-la melhor. Mostre-nos por que a regulamentação vale a pena.
É engraçado que o pessoal que defende a regulamentação sempre tem uns argumentos simplistas, não conseguem ver além do próprio umbigo… e querem proteção…
Cara … na boa, se rolar mesmo, vcs vão merecer o sucateamento…
Se estou errado, mostrem porque!!! :P
[]s
Isso é completamente absurdo!
Concordo plenamente com as palavras do autor desse post.Não tenho diploma,e já fiz diversos sistema profissionais rodando no mercado nas mais variadas plataformas.É ridiculo ver que o governo quer meter o dedo onde não deveria.P/ quem leu a integra da lei,vamos ter que pagar anuidado p/ conselhos regionais!Isso é justificativa p/ roubar dinheiro e gerar mais cargo público p vagabundo ficar atrapalhando o desenvolvimento tecnológico da nação!
Essa lei em si definitivamente não é boa, mas a iniciativa é interessante.
Seria talvez um passo pra evitar a exploração quase escravista de estagiários , e diminuir o número de contratos “alternativos” dentro das empresas que só servem como instrumento de sonegação fiscal. E outras falcatruas que nós mesmos ajudamos a criar dentro dos nossos ambientes de trabalho.
Mesmo essa lei não sendo aprovada (eu torço pra que não seja) , acho que convém manter viva essa discussão. Auto-regulamentação é anarquia e eu sou contra. Mas se é pra regulamentar, tem que ser regulamentado direito, senão anarquia acaba sendo melhor, o que definitivamente não deveria ser.
“Não são capazes de aprender para pelo menos igualar-se, então decidem criar algum modo que
possa impedir os outros de crescerem mais ainda”
Mas isto deve ser idéia de algum frustrado que decorou tabela de precedência de operadores
e acham que programar é isto…
E não conseguem sair dos “Hello World!” :)
A regulamentação é um lixo. Eu estou cursando Física, e aí? Eu amo programar e eu amo Física. Vou ter que abrir mão de um ou de outro?
Palhaçada.
Querem regulamentação? Então que tal regulamentar os cargos políticos?
Quem não tiver um QI acima de 2 não pode ser político. Pronto, resolvi TODOS os problemas do Brasil… :-)
@Bruno…
Falou tudo!!!
[]s
1) O que eu tenho notado é que, normalmente, as pessoas que são a favor da regulamentação NÃO SÃO os melhores profissionais, os melhores profissionais, formados ou não, formados em Ciência da Computação período integral, em Processamento de dados em 2 anos, formados em outra área ou simplesmente sem educação formal sabem que a regulamentação — principalmente esta regulamentação tosca que estão tentando — não condiz com a nossa realidade. Porque eles GOSTAM de tecnologia e gostam do ambiente de liberdade que temos. E também sabem que este ambiente é que nos torna aptos a resolver quaisquer problemas com mais desenvoltura, ainda que a solução não seja instantânea, por que com regulamentação as coisas podem ficar ENGESSADAS. A regulamentação só vai beneficiar grandes empresas, donos de faculdades e algumas pessoas (temporariamente) que querem viver num mundinho feliz onde vc cresce se forma, vai na formatura com toda a sua família orgulhosa e está automaticamente pronto para enfrentar o mercado profissional e a vida… trabalha das 9 às 18 com tarefas repetitivas seguindo um zilhão de processos, repeitando uma hierarquia a moda antiga… ganha um salário igual a “todos da categoria” com uns 3 níveis de evolução pré-definidos e depois se aposenta, sem esquentar muito a cabeça durante todo este tempo pois vc já é formado…
2) Onde está o Cientista da Computação com uma amplos conhecimentos validados em computação e boa “formação social” — formação social que a faculdade também se propõe a ensinar — que vai respondar as questões que eu escrevi? –> Esse cara provavelmente é a favor da AUTO-regulamentação vigente.
3) Onde está a pessoa que é a favor da regulamentação que vai responder com o mínimo de embasamento as questões que eu coloquei acima e as questões colocadas aqui http://blog.fragmental.com.br/2008/03/21/ainda-bem-que-estou-aqui/ ??? Na verdade eu estou começando a acreditar que esta pessoa — a favor da regulamentação com o mínimo de embasamento — não existe. Só tem gente com os mesmos argumentos simplistas de sempre.
4) Aos que se formaram em universidade pública, antes de transformarem isto num TROFEL, tratem de sem um agente social que preste serviço ao país pq seus estudos foram financiados com o dinheiro de toda a sociedade. E tenha consciência parte do seu STATUS de formado em “federal”, além da possível qualidade do ensino da universidade é fruto de um grande problema educacional: As faculdades públicas tem pouquíssimas vagas, assim muita gente que ficou acima da nota de corte e poderia ter estudado lá não entrou por falta de estrutura, falta de vagas… e sabemos muito bem a origem disto, acho que não é falta de dinheiro, é no mínimo má administração — nem entrei na questão da corrupção …
[]s
@anderson, primeiro de tudo, você está errado. E se discorda disso você é feio :-P
Antes de mais uma regulamentação “ingênua” que coloca na mesma cesta, programadores, ‘analistas de sistemas’ e cientistas da computação está se admitindo burra.
O mercado não precisa de regulamentação feita por um banco de desocupados inúteis (todos os políticos dessa lista são, por definição, desocupados, ignorantes e absolutamente inúteis. De fato, nem deveriam existir). O mercado de informática, por sua própria natureza dinâmica, se auto-regula. Software se chama ’soft’ justamente porque não é ‘hard’. Duh.
O Brasil está ajudando a empurrar todos os bons profissionais para fora do país. Os encostados estão adorando. Protecionismo, historicamente, apenas beneficia os incompetentes. Única e exclusivamente. Não precisamos de reserva de mercado.
Os bons profissionais vamos ter que continuar fazendo o que sempre fizemos: sobreviver. Ninguém nos ajuda, e quando fazem alguma coisa, só nos atrapalham.
@anderson, aliás, você disse: “Fazemos fábricas inteiras funcionar, aviões voar,reatores nucleares funcionar, disparar mísseis, satélites, e até o controle de “fiado” da padaria da esquina.”
Incrível como fizemos tudo isso funcionar sem uma regulamentação idiota.
E você disse: “Quando um sistema destes falha, como é que o cliente vai agir? Vai procurar quem ?”
Para começar, quando um sistema desses falha, na maioria dos casos boa parte da culpa é toda do cliente :-P
@AkitaOnRails
Feio RsRs… Boa cara, condordo com o que vc diz.
[]s
Eu sou a favor de uma política baseada em resultados, meritocracia, para os profissionais de TI e (mais urgente ainda para a evolução da nossa sociedade) para os políticos brasileiros .
Ah, e antes de tentar regulamentar a nossa área sem buscar entendê-la, eles deveriam regulamentar a deles, pois na gestão pública as boas práticas parecem já estar estabelecidas bem documentadas e há uma escola para ensiná-las, mas eles não são obrigados a frequentá-la para exercer sua respectiva profissão:
[ENAP - Escola Nacional de Administração Pública] http://www.enap.gov.br/
[]s
Bruno disse:
“1) O que eu tenho notado é que, normalmente, as pessoas que são a favor da regulamentação NÃO SÃO os melhores profissionais, os melhores profissionais, formados ou não, formados em Ciência da Computação período integral, em Processamento de dados em 2 anos, formados em outra área ou simplesmente sem educação formal sabem que a regulamentação — principalmente esta regulamentação tosca que estão tentando — não condiz com a nossa realidade.”
Como vc sabe disso, vc viu numa bola de cristal?
Acho que você não pode generalizar, estamos debatendo nossas opiniões e você não conhece o perfil de quem está defendendo o lado da regulamentação.
*** Ainda não vi ninguém defender a regulamentação com argumentos que levem alguém a pensar nos benefícios, somente argumentos simplistas como eu disse antes. Você por exemplo poderia “me ajudar” a mudar de idéia se acha que estou indo pelo caminho errado.
Considero como bons profissionais pessoas que tenham algo além de habilidades técnicas — não que isto seja deixar as habilidade técnicas de lado, mas existem outros meios além da faculdade para obtê-las. Acredito que não é só isto que é importante no contexto de tecnologia de informação. Daí vejo com bons olhos a formação multi-disciplinar.
Eu disse: “O que eu tenho notado é que, normalmente”
Disse normalmente, não disse TODAS, mas diante da falta de argumentos eu ousaria dizer hmmm quase todas… será que estaria certo? não sei.
Bem, estou esperando bons argumentos a favor da regulamentação, se alguém tiver interesse em mostrá-los claro.
Estamos esperando as opniões que mostrem o perfil de quem defende… quem sabe depois de algumas opniões que vão além dos argumentos de sempre possamos criar uma nova imagem deste perfil…
Pessoal que é a favor da regulamentação: e eu, como fico? Eu não estou cursando um curso superior na área de TI. Vou ter que largar minha vocação se quiser continuar trabalhando/comendo?
Leiam isto:
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080319.php
E depois isto:
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080403.php
Pessoal, nao sou formado (eng. computacao) pq meu trabalho nao tem me permitido continuar os meus estudos. No momento estou em um projeto direto com a matriz da empresa que trabalho em Chicago, venho toda hora pra cá. Nao poderei mais ser o profissional que sou por nao ter um diploma?? Por favor, parem com essa besteira!!
O cara pode ser um excelente cara de TI (o analista de sistemas de voces) e nao ter formacao de ciencia da computacao e tal. Mas o que impede o cara de trabalhar com TI? A lei? Vamos nos combinar, eu acho que o cara fucador será muito melhor que um diplomado qualquer. Não há quem me diga o contrario. Não falo pois acho a teoria bonitinha, o melhor programador que conheco nao tem faculdade e vou te dizer, muito diplomado NUNCA vai ganhar o que o cara está ganhando com o desenvolvimento de software!
Nao precisamos de lei nenhuma, precisamos de gente qualificada, fucador, leitor de blogs, auto-didata. Abaixo os diplomados que se acham os tais sem nem saber como instalar uma impressora no windows.
Abraco,
Guilherme
Falando em perfis, imagino alguns POSSÍVEIS perfis de quem defenderia a regulamentação:
- “Apertador de parafuso”, mas não o que “aperta parafuso” por que tá começando agora, aprendendo, aquele que já “aperta parafuso” há muito tempo e não sai daquilo. Aí precisa de proteção — reserva de mercado — para ver se evolui mais um pouco, ao menos financeiramente, se apoiando na falta de concorrência.
- Aquele cara iniciante que ainda não conhece muito o mercado, ou então aquele cara meio desligado, que ouviu que um conselho vai organizar mais as coisas, ele é até bem intencionado.
- “Estrelinhas” que se destacaram em alguma empresa, numa determinada situação, e se encomodam em ver pessoas formadas em outras áreas ou sem formação fazendo igual ou melhor.
- Onde estão as pessoas com BOAS RAZÕES para regulamentar? Elas respondem as questões levantadas? Elas existem? Sinceramente gostaria de ouví-las, para quem sabe tirar essa certeza absoluta da minha cabeça, que me leva a um estado de irritação quando vejo só, SOMENTE, argumentos simplistas :P
PS: Eu já vi um cara que numa dessas discussões sobre regulamentação dizia: “Você iria num médico sem formação, iria num advogado sem informação? sou formado em federal, blah blah blah”, no entanto pouco tempo atrás ele havia recebido ajuda de um respeitado membro sem educação formal da comunidade JAVA sobre ARQUITETURA — eu vi o POST num GUJ. Fica a história, não vou apontar o link porque não acho apropriado. O “respeitado membro sem formação” ensinou algo sobre “modelos anêmicos” (http://martinfowler.com/bliki/AnemicDomainModel.html) a ele, que ficou agradecido, para que desenvolvesse um modelo de domínio realmente OOP e tal…
[]s
marco_piracicaba disse:
“”Leiam isto:
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080319.php
E depois isto:
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080403.php“”
Cara esses textos são muito bons e muito abrangantes, obrigado!
Sobre opniões sem embasamento aqui está um trecho interessante:
“Pior ainda é ver estes mesmos defensores sem a mínima capacidade de procurar o projeto de lei para comentá-lo mas mesmo assim o idolatram. Com isso fica a certeza que estes são, via de regra, incapazes de debater uma idéia e apresentar seus pontos de vista de forma que seja efetivamente feito um debate em torno de qualquer assunto, o que me traz o medo de ter estes mesmos debatedores como diretores de um conselho, pois fico imaginando o nível de conselheiros que teríamos.”
Como alguém pode concorder com a regulamentação nesses moldes? Leiam os links da SBC e esses 2 últimos, pelo menos…
É prejudicial para quem não tem curso superior…quem está reclamando, basta fazer uma faculdade…simples.
Alguém aqui vai num médico porque ‘ele aprendeu com o pai dele, tem muita experiência, é melhor que os recém formados!’?
Tá faltando seriedade aqui. Quem defende a não-regulamentação, esta olhando para o seu próprio umbigo, só isso. A profissão DEVE ser regulamentada, depois ajusta-se. Mas o PRIMEIRO PASSO É A REGULAMENTAÇÃO.
@Thiago e Pessoas a favor da Regulamentação, por favor respondam algumas questões a altura:
1) Vc usa software open source? Após a regulamentação vc deixaria de usar, por exemplo, Linux? Há grandes contribuições de adolescentes (Marcelo Tosatti) no projeto.
2) Vc usaria apenas software open source com selo “analistas regulamentados contribuíram para este projeto” ? O que vc acha sobre esta questão?
2) Como a regulamentação ajudaria a organizar a área? — Parece que a regulamentação proposta é bem simplista…
3) Você leu os links da SBC ?
- http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc.html (Intro)
- http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc-original.html (Legislação atual seguida de Justificativa)
- http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc-faq.html (FAQ)
4) Você leu esses 2 links:
- http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080319.php
- http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080403.php
5) Você tem o hábito de ler Rs?
Infelizmente ainda temos mentes pequenas como a sua pensando deste modo… Lamentável!
Sim, o Thiago é um retrato da pessoa que é a favor da Regulamentação, com frases rápidas e sem profundidade e aquela opniãozinha sem embasamento.
Sou formado na área e também não concordo com a regulamentação. Como o Akita disse,”…O mercado não precisa de regulamentação feita por um banco de desocupados inúteis…”.
Conheço muita gente boa que trabalha na área e não possui curso superior na mesma.
@Thiago: programação != transplante de órgãos.
Mas eu posso estar enganado. Eu não tenho formação na área de TI.
@Bruno: cara, por favor, não me julgue, vc NÃO me conhece. Você, que se diz uma pessoa muita inteligente, escreveu O QUÊ até agora? Ah sim, atacou de psicólogo e tentou definir ‘PERFIL’ de quem é a favor da regulamentação!!! Também atacou meu curto comentário, e de mais algumas outras pessoas.
Cadê a genialidade? A opinião crítica, inteligente e ‘não rasa’?
Mais humildade, por favor.
Acho que um exemplo clássico é o Google (já que o povo adora comentar qualquer coisa relacionada a ele). A maioria dos “engenheiros de software” do Google em BH são formados exatamente nisso, engenharia. Ou seja, uma atividade coberta pela lei com uma formação não coberta. E alguém vai falar que o software deles é ruim?
@Bani: o que está em discussão não é a capacidade de um formado em fazer software. O que está em discussão é a proibição em fazer Informática.
@Thiago
A conclusão, ou melhor OPNIÃO, foi formulada a partir dos seus POSTs. E vc acaba de “gastar” mais 1 POST para não dizer nada útil a favor da regulamentação, que vc é a favor, talvez porque não tenha o que dizer? será? é o que parece. Se vc acha que eu só “ataquei de psicólogo” e não coloquei nada útil a meu favor, ou seja AUTO-REGULAMENTAÇÃO, deixa um grande espaço para que imaginem coisas sobre o seu perfil…
@Thiago
Porque vc não debate numa boa, responde às questões levantadas, nos questione também, ao invés de apenas tulmutuar?
Historinha rápida:
Trabalhei num órgão do governo que separava os profissionais em duas categorias discriminadas na licitação - analistas para os formados e técnicos para os não formados.
O problema é que um cara (que por sinal é um grande profissional) estava como técnico e ficava sem possibilidade nenhuma de crescimento. Esse cara saiu do órgão e o responsável pela licitação (o mesmo que tinha realizado a separação) agora procurava uma maneira de contornar o problema eliminando isso do contrato, mas já não era possível.
Já conheci muita gente formada (em ótimas faculdades) que era simplesmente incompetente no sentido mais completo da palavra, da mesma forma, já conheci pessoas absurdamente competentes que não eram formadas.
Eu conheço caras muito bons que estudaram em boas faculdades.
Eu conheço caras muito ruins que esturaram em boas faculdades.
Eu conheço caras muito bons que não estudaram na faculdade.
Eu conheço caras muio ruins que não estudaram na faculdade.
O MERCADO é eficiente em fazer um “seleção natural”, muito mais que essa regulamentação cega. Se alguma empresa não faz — seleção — ela acabará falhando na “seleção natural” entre as empresas.
A qualidade dos produtos/serviços atestam a qualidade dos profissionais envolvidos. Este é o termômetro. Se a faculdade valeu — acredito que pode-se fazer valer a pena sim — mostre resultado nos produtos/serviços.
Apenas para “rebater” alguns dos comentários:
Tenho 15 anos de estrada. Durante todo este tempo estudei como um louco. Perdi incontáveis noites, finais de semana, e há 8 anos não tiro mais que um feriadão de férias.
Se eu entrar na faculdade, hoje, é muito provável que encontre os mesmos velhos amigos que um dia me pediram (sem sucesso) para que eu fizesse seus trabalhos finais, atuando como professores.
Bom, o que eu faria lá? Concordo que sempre se aprende, claro. Mas eu não preciso de alguns anos para isso. Não no meu caso. Estou enfiado de corpo e alma nesse negócio há muito tempo.
Conheço um monte de gente que está na mesma situação. Estou espalhando por aí que o grande negócio é estudar, sim, só que estudar INGLÊS (além da capacidade de ler, que é obrigatória), para ter boas condições de pegar trabalho em países de verdade, onde se dá valor ao conhecimento, INDEPENDENTE DA FONTE.
[]’s
Viiiiiixi, essa discução vai longe !!!
Mas queria deixar uma última opnião. E essa vai para o nosso colega de profissão Leandro.
Para muitos informática é resumido em java, .NET, SQL, e padrões de projetos. Informática e muito mais que isso, é Redes, Arquitetura de computadores, Sistemas Operacionais, Modelagem de Banco de Dados, compiladores.
Passei 4 anos da minha vida estudando essas matérias, para depois perder uma vaga para um cara que aprendeu a programar lendo Deitel e Deitel, e use a cabeça.
Para né !!!!!!!!
Leandro, não dúvido da sua capacidade e da sua auto didata. Com certeza em seus 15 anos de experiência, muitos conhecimentos você adquiriu e com certeza isso para você vale mais que 4 anos em uma faculdade.
Mas posso afirmar que em 4 anos em uma universiade aprendi muita coisa, talvez coisa que você não encontre em livro nem em sites da internet.
@Mauricio Nunes
Em primeiro lugar obrigado por levantar algo útil a ser discutido. Até agora somente o Daniel fez, embora não tenha continuado.
Essa é uma das principais queixas de quem fez faculdade — tirando aquelas que eu taxei de simplistas –, imagino que vc possa ter tido boas aulas, mesmo, mas estes tópicos não estão disponíveis única e exclusivamente numa sala de aula.
Arquitetura de Computadadores, SOs, SOs Distribuídos, Redes vc encontra nos LIVROS do Tanenbaum uma boa fonte, não são os únicos.
Existem ótimos livros sobre estruturas de dados também, seja usando JAVA ou C# ou usando C/C++.
Concordo que só OO, JAVA, .NET, Design Pattern e Banco de Dados não são suficientes, mas autodidatas não estão limitados a isto.
Vejo um problema em valorizar diploma em detrimento do conhecimento.
[]s
@Maurício Nunes
Digo, algo útil a favor da regulamentação.
[]s
@Mauricio Nunes
Com “livros chave” do Tanenbaum, Steve McConnel, Martin Fowler entre outros, vontade de programar, curiosidade, artigos e interação (amigos, trabalho, WEB) vc consegue seguir uma linha “plano de estudos” — planejado ou não — que supra a necessidade de um profissional de desenvolvimento de software, de software corporativo.
Quanto as outras áreas, talvez até mesmo vistas como + complexas tem gente que consegue fazer o algo parecido, e não fica devendo quando comparado à um cara com educação formal…
[]s
Gostaria de saber qual a opinião do pessoal na seguinte situação: Dois programadores em uma empresa um formado, investindo grande parte do seu salário em cursos e outro o famoso “micreiro” que, para a necessidade da empresa, até que resolvia os problemas porém de forma errada, na base da tentativa e erro e, caso funcionasse, não sabia como fez funcionar e, com certeza, levou muito mais tempo para resolver. Obviamente se o problema ocorria novamente seria levado o mesmo tempo para solução pois teria que ser feitos inúmeras tentativas e erros novamente. Sem contar a despreocupação com o desempenho na solução do problema. Com certeza o formado sabia a causa e a solução do problema. Só que, como na fábula da martelada no lugar certo, o formado era mais caro que o micreiro para a empresa. Porém em um momento de redução de custo a empresa preferiu excluir o formado e ficar com o micreiro. Lógico a primeira impressão que fica é, a empresa que errou pois pensou no curto prazo. Caso a lei vigorasse nessa época esse micreiro nem estaria trabalhando na empresa. Esse é um exemplo de que a lei teria protegido uma pessoa que merecia, na minha opinão. Claro que esta é apenas uma situação. Mas o Akita escreveu algo no seu blog que realmente me balançou. Principalmente a frase “…Grandes programadores não são formados. Grandes programadores se formam…” Realmente fez efeito na minha opinião. Então se uma empresa prefere um micreiro do que um desenvolvedor que entende do assunto realmente (formado ou não) ponto negativo para empresa. Até mesmo porque no final, quem saiu ganhando fui o desenvolvedor que foi para empresa melhor que valoriza um bom profissional. ;)
@Tonismar: todos os “micreiros” que SABEM desse projeto idiota são os que investem em seus conhecimentos.
@Tonismar, isso mesmo. Porém muito cuidado: o cenário que você desenhou é o que está na cabeça da maioria que é “pró-regulamentação”. Esse é o medo do formado de que seu colega do lado - não formado - vai tomar seu emprego.
A premissa é falha por causa do seguinte:
- se você é “bom”, sendo formado ou não, para começo de conversa não deveria ter “medo” do outro tomar seu emprego.
- se seu chefe realmente for preferir o cara mais barato (não necessariamente alguém formado é mais caro!) então eu sinceramente não esperaria ser demitido: eu me demito antes pois uma empresa assim não agrega em nada para minha carreira.
É assim simples. Eu já fui esse “micreiro”. Eu passei pela USP mas não me formei. Para todo efeito eu cursei várias cadeiras do curso. Eu fui além disso, estudando matérias que sequer são ensinadas na universidade. Eu já fui barrado duas vezes em empresas que pediam o diploma primeiro e o currículo depois.
No primeiro caso me ofereceram menos para não ofender os que eram formados. Mandei o cara lá para “aquele lugar” e saí.
No segundo caso iam “abrir uma exceção para mim” mas também saí fora.
Desde 1995 eu não passei uma semana sequer sem emprego/trabalho. Durante a época da bolha entre 1999-2001 eu mudei de emprego umas 4 vezes (startups fechando, etc) e mesmo nesse período era sair de uma empresa num dia e pingar no outro no dia seguinte.
Portanto digo e repito: eu só trabalharia em empresas que dão valor ao serviço e não ao papel.
Por outro lado eu tenho 2 certificações, uma de SAP desde 2002 e outra de PMI desde 2005. Nenhuma das duas foi absolutamente relevante pra mim até hoje. Na minha experiência, pelo menos dentro da minha área, o mercado tem se auto-regulado sem problemas. Eu negocio meus valores, o cliente tem a opção de dizer sim ou não. Só isso.
Programação não é um trabalho repetitivo que pode ser feito por qualquer um. Muita gente ainda deve confundir programador com digitador onde só importa toques por minuto. So sorry.
Antes de mais nada, sou formado :)
Os argumentos principais a favor da regulamentaçao que tenho visto, sao:
- o nivel tecnico dos analistas de sistemas do mercado vai subir, já que só vamos ter analistas formados em universidades.
Como já foi comentado extensivamente aqui, diploma não é igual a bom profissional (em qualquer área).
- os profissionais formados vao ser valorizados porque vão “concorrer” com gente da área.
Se as empresas brasileiras seguissem a lei ao pé da letra, isso poderia acabar acontecendo. Mas dentro de pouco tempo teríamos novamente a procura por faculdades de informática, saturando o mercado novamente.
- o mercado vai pagar melhor porque o conselho vai regular.
Quem decide quanto o mercado vai pagar é o mercado.
- O cliente vai estar protegido dos maus profissionais.
AQUI É QUE O BICHO PEGA PRA VALER!
Veja só, caro pró-regulamentação: o argumento “proteção ao cliente”, tal como acontece com médicos, engenheiros e advogados, é atraente, mas vamos ver(mal e porcamente) como essa proteção funciona.
Os Conselhos exigem que o profissional seja formado e às vezes façam uma prova pra exercer a profissão. Como nós sabemos, isso não garante que nao existam profissionais incompetentes.
Quando um profissional incompetente faz uma merda, o cliente faz uma “reclamação” com o conselho do profissional, que apura o caso e decide se o profissional fez tudo correto e pode continuar excercendo a profissão ou não. Sacou o problema?
Suponha que o seu cliente, após te contratar pra fazer A, (mas na verdade queria que voce fizesse B) fica insatisfeito com o seu trabalho, e decide te reportar como “mau profissional”?
“Ah, mas aí é só documentar todo o processo corretamente, e voce está protegido!”.
Ah é? Suponha que voce, obedecendo seu chefe, ignora os procedimentos da empresa e faz um “ajuste de emergencia” no sistema em produção e isso depois resulta numa merda federal por um motivo qualquer. O seu chefe nega tudo.
Hoje, na pior das hipoteses, voce perde seu emprego. No caso do cliente acima, perde o cliente e provavelmente o valor do contrato. Mas com essa lei, voce pode ser PROIBIDO DE TRABALHAR. Seu investimento de uma vida jogado fora injustamente.
No mundo de gambiarras, falta de documentação, especificação errada(principalmente), imprevistos, pressões, prazos impossíveis, clientes sem noção, necessidades que variam mais que a lua, etc e etc da nossa área, voce realmente quer dar esse poder ao seu cliente/empregador? Não adianta se a sua empresa é CMM nivel um milhão, isso acontece em todo lugar.
E Deus me livre se a ideia de “proteger o cliente” for levada adiante. Não que o cliente não mereça, mas porque senão vamos ter um monte de burocratas que, pra justificar o salario, vao querer definir COMO devemos trabalhar. E se até hoje as mentes mais brilhantes da computação do mundo não conseguiram uma método “universal” de desenvolvimento de sistemas, imagina o tamanho da merda que os burrocratas vão fazer.
Eu queria falar outros pontos, mas já tá tarde.
Gostaria de saber o que os “pró-regulamentação” acham.
[]s,
Marcio
@Tonismar,
1) Imagine a seguinte situação:
Você entrevista/avalia 2 candidatos, A) um profissional satisfaça plenamenta suas necessidades (SOs, SOs Distrib., Estr. Dados Redes, Conhecimentos em Análise/Modelagem + alguma(s) Tecnologia(s) “MainStream” como JAVA, .NET, Ruby ou “X” por exemplo, ETC) e B) um “energúmeno” Rs…
Vamos supor que nesta situação o candidato A não seja “formado”, mas o candidato B sim — muita gente sai da universidade nestas condições, e muitas vezes as universidades são prestigiadas.
*** Hoje você pode escolher o candidato A para integrar a sua equipe de desenvolvimento. Justo para os 2 lados — quando a empresa quer o “mais barato” cabe ao candidato A buscar um lugar que necessite de seus serviços — o que não é assim, algo muito difícil por que falta gente qualificada — e não gente “formada”.
2) Ainda num mundo perfeito passar pela universidade sempre valha a pena — e todos o façam — essa tal regulamentação seria danosa para profisionais de tecnologia:
a) Burocraria — “”Sua solicitação ainda não foi deferida senhor, ***estaremos deferindo nos próximos 5 anos, e vê se não reclama, meu cargo é vitalício, não tem SAC, ombusdman, goste ou não sou eu que te atendo :P”".
b) Taxas/Impostos — Sem palavras.
c) Leis específicas por estado — Se alguém achar que muitas pessoas de fora do estado vem para são paulo, normalmente em busca de salários mais altos, os orgãos podem começar a dificultar sua vida — Eu sou paulista e acho isto injusto.
d) “Reserva de mercado”, mesmo entre profissionais de informática.
e) Falta de liberdade e intromissão na nossa atuação que hoje é livre e auto-regulada.
[]s
Realmente, concordo com todas as opiniões relatadas sobre o cenário que criei. Também não sou formado ainda. Sei que, realmente o formado nem sempre é o melhor até porque, tem pessoas que realmente aproveitam a universidade e outros aproveitam o bar do outro lado da rua da “facul” (não que isso seja ruim, mas tudo tem seu tempo e quantidade ;) ) e no final, em grande parte, acabam ambos ganhando o canudo. Começo a me convercer :) que essa lei não trará nada de produtivo para a área além de gerar burocracia. Andei lendo bastante a respeito. Porém me ocorreu uma dúvida, como países do primeiro mundo tratam dessa situação? Geralmente costumo comparar como determinadas situações são tratadas no Brasil e em outros países, acho válido isso. Não que outros países sejam sempre os corretos mas é bom ver como outras nações lidam com o mesmo assunto.
[]’s
@Tonismar,
Legal cara, fico feliz por vc ter se informado e também por ter coragem de mudar de opnião, após avaliar outros argumentos. É preciso “combater” quem não faz nada, quem é acomodado e quem “só fica no bar na hora errada”, por que esses tipos conseguem diploma depois de passar 4 anos num “clube”…
Dá uma lida nesse POST: http://blog.fragmental.com.br/2008/03/21/ainda-bem-que-estou-aqui/
Um trecho sobre o que vc perguntou:
“Eu pergunto se o senador Eduardo Azeredo tem respostas para estes questionamentos. Pergunto se ele e os envolvidos e apoiadores deste grande erro sequer sabem que existe um mundo todo aqui fora e que o Brasil não é o primeiro a passar por este questionamento. Pergunto se eles sabem que nenhum pais minimamente relevante na área de Tecnologia da Informação, desde os desenvolvidos até nossos colegas de BRIC impõe uma lei absurda dessas.”
[]s
@Tonismar
Na verdade não é preciso “combater”, como eu disse, é só deixar a auto-regulamentação cumprir o seu papel desempenhando a “seleção natural” de profissionais e empresas :) …
[]s
@Daniel
“É óbvio que a graduação não faz diferença, mas uma boa graduação faz muita. Eu me formei em faculdade federal e percebo que pessoas que se formaram em faculdades particulares e em cursos de 2 anos e meio ou três também não tem base pra enfrentar problemas complexos. ”
Eu é que pergunto, Daniel:
Como vc sabe disso, vc viu numa bola de cristal?
Acho que você não pode generalizar, estamos debatendo nossas opiniões e você não conhece o perfil de quem está defendendo o lado da regulamentação nem da não-regulamentação.
Meus queridos
O que importa é: Quem fica parado é poste! (macaco simão). Portanto vamos estudar…
Rodrigo Piovesana
Vamos estudar, sim, com a liberdade de escolhermos o que estudar, onde (faculdade ou não), de acordo com a nossa demanda, que normalmente estende a demanda do mercado (ou quem sabe, às vezes, nicho de mercado) que queremos atender e que este seja o regulador dos profissionais e seus respectivos e produtos/serviços.
Os acomodados que se movam.
Espero que no futuro profissionais de outras classes, quando aplicável, comecem a pendurar o currículo/portfólio na parede no lugar do diploma!
[]s
É tudo que eu queria dizer, mas acho que não conseguiria ir tão a fundo, e MAIS:
http://www.akitaonrails.com/2008/4/19/off-topic-vamos-todos-impedir-a-regulamenta-o-da-profiss-o-de-analista-de-sistema
[]s
fico muito desanimado ao ver profissionais de informática sendo favoráveis a este absurdo em forma de lei.
trabalho com informática não tem tantos anos como muitos aqui, mas vejo diariamente profissionais diplomados fazendo muita burrice.
infelizmente vejo esta lei de regulamentação se encaixando perfeitamente no perfil do brasil, no perfil do brasileiro, o que é pior. tomara que eu esteja enganado e aconteça como naquele plebiscito do desarmamento, que me deixou bastante surpreso, o seu resultado.
os que defendem a regulamentação, através desta lei, acredito que estão confundindo o sentindo de regulação e regulamentação, que essa lei faz com um objetivo claro de usurpação. ou então não conseguem ver quem realmente vai ganhar com isso. ou ainda é o mesmo tipo de pessoa que sai da área de informática, com medo de novas tecnologias ágeis, achando que elas tomarão o mercado de tal forma, que ele não necessitará mais de profissionais de informática.
Não pude ler todos os comentários, me desculpem se já escreveram algo parecido, mas, apesar de ser formado na área, sou contra a regulamentação da profissão, pelo menos não do jeito que está sendo proposta. Vi que alguém comentou a respeito dos cursos de 2 anos. E se esse já é um problema hoje, imaginem quando ter um diploma na mão for necessário. Aí sim, vão aparecer mais um milhão de “Uniesquinas”. E outra questão, que já foi provada em em outras situações, é que nossos legisladores, sem sombra de dúvida, não entendem nada dessa área. Vide bloqueio de wordpress entre outras.
Uma pergunta: Se o mercado se auto-regula hoje englobando todos os níveis de graduação. O que impede o mercado de se auto-regular, mas privilegiando mais quem é formado e bom?
Ao meu ver, caso isso seja aprovado e levado a sério, profissionais ruins (formados ou não), vão continuar sem emprego, e profissionais bons serão empregados. O mercado vai se auto-regular, quem ainda não tem um curso superior vai ter que correr atrás se quiser concorrer a níveis mais altos, é assim dentro de todas as áreas.
É injusto? É! Mas é uma forma de incentivar a educação formal.
Profissionais de arquitetura por exemplo, não podem exercer sua profissão formalmente antes de terem registro no CREA. Entretanto eu conheço pelo menos 2 pontos aqui no DF que foram completamente planejados por estagiários ainda na metade do curso de arquitetura. Eles são piores que o arquiteto formado que assinou o projeto? NÃO! Talvez sejam até melhores, mas eles precisam do registro de educação formal para poderem trabalhar. E eu acho que isso não estraga o mercado de forma alguma.
@Rafael,
Neste cenário, qual o curso que hoje abrange o necessário, por exemplo, para um profissional “completo” para desenvolvimento de software corporativo? E para software assim ou assado?
Ciência da Computação?
Sistemas de Informação?
Processamento de Dados?
E qual a faculdade tem a grade ideal? Eles só fazem um “marketing” dizendo que estão “sintonizados” com o mercado… Já outras, tidas como boas, dão um grande foco em pesquisa, cuja prática no Brasil é ZERO.
Na MINHA opnião o curso IDEAL, para desenvolvedor de software corporativo, por exemplo, deveria agregar elementos de Ciência da Computação + Muita Modelagem OO seguindo a “escola” que o Martin Fowler descreve aqui: http://martinfowler.com/bliki/SchoolsOfSoftwareDevelopment.html
Mas é só a minha opnião. Hoje VC pode ter a sua OPNIÃO e PRATICÁ-LA com pessoas que pensam da mesma forma, as empresas de tecnologia também, sendo o produto final o resultado do trabalho onde a qualidade pode ser verificada por quem consome.
Eu não entendo muito de “Arquitetura Arquitetura”, mas acho que é uma área diferente da nossa conforme o Akita descreve aqui: http://www.akitaonrails.com/2008/4/19/off-topic-vamos-todos-impedir-a-regulamenta-o-da-profiss-o-de-analista-de-sistema#comments
Quem vai determinar o que é melhor para cada área — com tantas mudanças rápidas — dentro da tecnologia?
O que é “levar a sério”?
Pra que criar esse “glamour” de “habilitado”, “credenciado” em torno de uma mentira?
Nenhum país desenvolvido fez isto até agora, vc acha que qualquer coisa (pró-regulamentaçaõ) vale a pena, mesmo vindo de políticos completamente ignorantes sobre a nossa área? com intenções, atitudes e histórico questionáveis…
[]s
E, na boa, não me orgulho em dizer isto, mas acho melhor nos guiarmos pelo mercado internacional, buscar falar inglês logo, a maioria das iniciativas aqui são furadas, esta é a realidade. Quem trabalha há algum tempo, e se importa, sabe disto.
Livros só em inglês, ou seja INTERNACIONAIS. Tem algumas poucas exceções. Das traduções a metade é ruim.
Bons artigos também, a grande maioria praticamente, só em inglês — algumas poucas exceções. Tem algumas coisas boas e originais, mas tem muita tradução de trecho de documentação de gente simplesmente tentando se promover, e não fazer um bom artigo para então, consequentemente, se promover… fazem “marketing pessoal” em primeiro lugar… depois podem usar o artigo tosco como argumento para algumas empresas que valorizam o diploma em primeiro lugar…
Revistas: a mesma história triste. A maioria é lamentável, passam o ano ensinando a “fazer DataBind no DataGrid”, e muitos desses autores dão ênfase a sua formação no final ou início do artigo (apresentação). Porquê nas revistas INTERNACIONAIS (www.msdnmagazine.com,www.ddj.com,java.sys-con.com,ETC) os autores não fazem isto? Nas revistas intenacionais onde o conteúdo de hoje no Brasil saiu ha 3, 4 meses atras os autores dão ênfase em seus interesses, especialidades e seu emprego atual na apresentação.
Bom, enfim, se um dia eu tiver que me submeter há alguma prova, alguma REGULAÇÃO, que seja elaborada fora daqui, por que aqui o risco é grande. E que seja “imposta” pelo mercado, com um objetivo bem claro. E não por uns caras inseguros e atrasados que precisam se “auto-afirmar”.
Agora, para poder trabalhar, obrigar alguém a pagar 30,40 até 60 000 mil ou mais e Dispor de 3000 horas — enquanto poderia ler bons livros — para “aprender” algo que é possível conseguir sozinho — muitas vezes com maior aproveitamento — pra dizer que “incentiva educação” é o fim …
[]s
É lamentável ver posts como esse. É claro que informática não é como medicina em que se pega um livro começa a estudar e já pode sair procurando emprego como médico especialista em XX.
Se vc já se considera bom programador suficiente, a ponto de achar que graduacao, mestrado, doutorado ou qquer estudo academico na area de informatica besteira, é pq realmente vc é um ser extremamente arrogante e limitado.
Eu conheco muitas pessoas que nao tem curso superior e sao altamente competentes e eficazes no que fazem. So nao fazem o curso superior pq nao tem “saco”. Entretanto, elas mesmas reclamam que o mercado de TI é uma zona. Psicologos que nao vêem boas perspectivas financeiras no seu trabalho, mas que gostam de informatica resolvem fazer um cursinho de java e ja se dizem programadores java.
O resultado é essa zona que temos hoje no nosso mercado de TI, em que chutando por alo, uns 50% sao de fato, com formacao em informatica, e o restante ou nao tem curso superior ou vieram de outras áreas.
Enfim,
sou totalmente contra esse post e a favor do projeto.
@Marcos Urata
Então, primeiro pega leve com relação a ARROGÂNCIA, pq em nenhum momento eu disse que ja aprendi “tudo”, mas talvez já tenha mapeado quase tudo com relação a ALGUNS, ALGUNS!, domínios específicos. Eu introduzi uma série de argumentos abrangendo contextos MAIORES antes de afirmar algumas coisas, não foi do nada…
Conheço várias pessoas no mercado que, hoje, são mais experientes que eu sim, mas a questão não é esta, e quanto a detalhes da minha qualificação, só discuto em entrevistas.
ARROGANTE É QUEM SAI DA FACULDADE DE IFORMÁTICA, NÃO APRENDEU TUDO, PQ LÁ NÃO SE ENSINA TUDO E QUER DESQUALIFICAR OS OUTROS PROFISSIONAIS.
Se vc tiver saco pra ler tudo vai ver que não sou contra graduação, pós-graduação nem mestrado nenhum. SOU CONTRA A VALORIZAÇÃO DE DIPLOMA EM DETRIMENTO DE CONHECIMENTO, principalmente no cenário descrito.
LEIA os outros POSTS antes de cair de paraquedas.
Se vc não conseque se diferenciar, através do seu trabalho, dos “que resolvem fazer um cursinho de java e ja se dizem programadores java” a passagem pela faculdade não deve ter lhe ajudado o quanto deveria, agora quer usar outros meios para justificar o investimento!
@Marcos Urata
Concordo que a área está uma zona. Aliás, uma grande e irritante zona. Mas, discordo do projeto (nos moldes em que está) como uma tentativa de “corrigir” o problema.
Quanto ao caso do psicólogo que fez um cursinho de Java, talvez ele possa ser contratado para dar reforço para uma meia dúzia de topeiras que eu conheço, e que não estão conseguindo fazer seus projetos finais na “facul” porque não entendem uma linha sequer de Java. Agora, pergunta o preço da cerveja do bar do outro lado da rua, pergunta.
Não me leve a mal, não estou querendo irritar ninguém ;) O que eu quero dizer é que existem os bons e os ruins, os interessados e os botequeiros, os estudiosos e os babacas.
Este projeto de lei, da forma que está, vai acabar dando desmerecido crédito aos ruins, botequeiros e babacas possuidores de diploma, e condenar muitos bons, interessados e estudiosos que estão do “outro lado”. Tá tudo errado.
É engraçado, eu e tantos outros, mantermos essa postura, defendendo a profissão acima de tudo. Digo isso porque se essa lei for aprovada, vamos ser obrigados a procurar outra coisa para fazer e não poderemos nem ajudar a reverter o quadro patético que irá se instalar na área de desenvolvimento de software.
No mais, boa sorte para todos, nós e eles ;)
[]’s
Parece que aqui no Brasil, quem se informa e protesta é visto 1) como otário que tá perdendo tempo e não partiu para a solução mais conveniente ou, 2) quando mostra argumentos que não são facilmente quebrados é arrogante.
@Bruno
Desculpe se eu te ofendi. Não quero ofender ninguem e muito menos que alguém se sinta atacado pelo o que eu disse.
A única coisa que eu acho é que da forma como está pior não tem como ficar. É claro que a regulamentação da profissão, nos moldes proposto, ainda vai ter que se alinhar a realidade do mercado de trabalho.
O que eu não concordo, é as pessoas não verem a possibilidade que essa lei terá em melhorar de fato o trabalho de quem trabalha com TI, acabando e condenando essas empresas que nos obrigam a abrir empresas para recebermos como PJ, abrindo mão de todos os nossos direito trabalhistas.
Enquanto não houver uma lei dê um ponta pé inicial, as coisas nunca irão mudar.
É isso o que eu quero dizer.
@Marcio Urata
Blz, cara, vamos deixar os ataques pessoais de lado, eu tb peço desculpas, isto não ajuda em nada.
Eu entendo(não concordo) o que vc diz, um dia eu pensei assim também, mas hoje penso diferente — é a minha opnião e é algo que me ajuda a encarar o dia a dia e ter uma perspectiva melhor, independente do lugar ou da situação que eu esteja vivendo…
*** Um bom começo: Não acredito que essa regulamentação possa resolver absolutamente nada e muito menos que seja um “bom começo”. Acho que não dá pra se alinhar depois por que as premissas são falhas, não é o caso de validar se a “estrutura do prédio é sólida” — conseguimos trabalhar “sem faculdade” mas o buraco para nós e mais em baixo, a Ciência aqui não é tão exata assim, se fosse os PMP´s conseguiriam “paralelizar” fácil fácil o nosso trabalho, como se fosse algo braçal, mas não conseguem, aqui o papel de “pedreiro” exige que se pense bastante e se confunde/funde com o engenheiro, e a meu ver só se consegue evoluir de verdade aqui alternando seu trabalho entre “pedreiro” e “engenheiro”, não dá pra separar. Assim aquela frase +ou- assim “9 mães não conseguem gerar uma criança em 1 mês” é aplicável em vááários contextos do nosso dia a dia. Até a construção de páginas HTML requer técnicas que fazem diferença e são negligenciadas em vários portais: http://www.oreilly.com/catalog/9780596529307/ . Normalmente não delegam estas atividades ao pessoal de tecnologia…
*** Qualificação/Concorrência: “filtrar” pela formação, a meu ver, é algo injusto por várias razões e, principalmente, ineficiente — injusto e ineficiente diante do cenário que descrevi em POSTS acima.
Pelo que observo pessoas qualificadas estão em falta, e não por falta de educação formal.
Ás vezes querem(empresas) um “guru” nisso ou naquilo, mas aos que ainda não são a motivação já é um grande, talvez o PRINCIPAL diferencial, e pode ser considerado, na minha opnião, um elemento central do tipo de qualificação que precisamos para que às coisas se “organizem” e evoluam. E a nossa área do jeito que está é muito mais aberta para tipos motivados que às outras.
E não to falando daquela motivação vinda da empresa/gerente que, diga-se de passagem também é importante, mas to falando da motivação de cada um em fazer o melhor, independente das circunstâncias, e de, se for o caso buscar outro lugar para trabalhar ou quem sabe — depois de uma grande “revolta” rs seguida de planejamento — abrir uma empresa para fazer as coisas “direito” — não que seja fácil.
Ainda que alguém seja “meio atrapalhado” no começo, com motivação a barreira é quebrada e as pessoas prezam isto no ambiente de TI: esforço, mérito — em maior ou menor grau dentro do departamento ou da empresa, mas pra nós (TI) acontece com maior frequência.
Isto ocorre muito mais naturalmente do que em outras áreas eu acredito, só de conversar com outras pessoas de outras áreas. E vejo que diante de toda a sujeira existente por ai TI é uma das áreas mais “limpas” pelo espírito jovem e técnico que ainda prevalece. E quanto mais prevalecer melhor — não acho que devemos ignorar os negócios, muito pelo contrário, mas falo do nosso modo de pensar, agir e se relacionar.
Das “topeiras” que conheço o que vejo é falta de motivação. Nunca vi um cara motivado que não evoluísse rápido, ou pelo menos constantemente, na nossa área. Tá,
é normal alguém ter períodos de motivação outros nem tanto, pra não parecer que estou taxando cegamente de vagabundo, mas no final o que intessa no trabalho são os resultados — cada um que resolva seus problemas pessoais ;).
*** A topeira ao lado: acredito que para organizar alguma coisa os bons profissionais precisam se encontrar, por vontade própria, precisam buscar isto, por quem a regulamentação não vai garantir isto, e na maioria das vezes nem as empresas — existem meios para se organizar. Não dá para esperar que as empresas os coloque os bons profissonais lado a lado no layout do escritório por definição. Não adianta a gente ficar reclamando da “topeira ao lado”, temos que buscar os melhores caminhos por conta própria e “encontrar a nossa turma”.
*** CLT Vs. PJ: ok, ficar gerenciando uma empresinha fictícia enche o saco, mas eu tb acho que a CLT é muito protecionista e isto acaba atrapalhando o mercado, para nós e para as empresas também. Eu já estou ha 2 anos no meu emprego e estou tranquilo, tenho boas perspectivas, mas como a cultura é em torno de projetos acho importante poder avaliar outras oportunidades, não estar “tão preso” e sair com uma certa rapidez — cumprindo o tempo do contrato — se assim bem entender — seja por dinheiro, por realização pessoal ou melhor ainda os 2 ao mesmo tempo. Para a empresa também — cabe a cada um não virar “PUTA”…
E na real acho que algumas organizações se encomodam muito por que ainda não conseguem ter o controle dos profissionais de TI como se fossem ovelhinhas idênticas e obedientes pastando no seu campo, produzindo a mesma lanzinha com qualidade muito parecida e esperada e com custo FIXO e facilmente gerenciável — sem desafios. Quero ter o controle nas minhas mãos e ter cade vez mais ter vós como indivíduo/comunidade. E o que vai acontecer cada vez mais na sociedade como um todo e espero que continue assim para os profissionais de TI do Brasil.
Para não trabalhar com as topeiras, ter poder de negociação com o governo e com as grandes empresas precisamos nos esforçar, estudar, nos encontrar, gerar resultados e nos unir por vontade própria — independente de regras impostas. É assim que eu penso e acho que tem mais gente pensando assim, espero encontrá-los.
[]s
@Bruno
Você tem toda razão, eu fiz ciência da computação pra me formar como um CIENTISTA e saí de lá um meio-ANALISTA-meio-PROGRAMADOR-meio-MERDA-NENHUMA. E isso pq eu fiz a segunda ou terceira melhor faculdade da área aqui em brasília. O ponto é: o diploma não mostra que você sabe algo, ele mostra que você frequentou um curso e que terminou ele, é o mesmo que uma certificação mostra. Que você adquiriu informação suficiente para passar numa prova. Nenhum desses papéis garante um bom profissional, e quem vai filtrar é o mercado SEMPRE, com ou sem regulamentação.
@Rafael
Só que na certificação — normalmente — a fonte de aprendizado/conhecimento é livre.
[]s
Fala Kumpera,
Peguei o endereço do teu blog no FISL.
Não sei se já sabes dessa informação mas a Sociedade Brasileira de Computação também é contra este projeto de lei. A SBC pode ser um ótimo ponto concetrador de esforços.
SBC envia correspondência para Senado Federal
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=1&content=news&id=6587
Regulamentação da Profissão
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107
Você pode operar um paciente?
não você nao tem o título de médico
Você pode pilotar um avião?
não você nao tem o título de piloto
Você pode sair apertando qualquer botão numa usina hidrelétrica?
não você nao tem o título de engenheiro eletricista
Você pode escrever um programa que calcula uma folha de pagamento, ou fazer um site institucional?
pode porque você tem conhecimento ou porque é formado em ciência da computação, sistemas de informação, processamento de dados, ou tem qualquer cursinho técnico.
Você pode escrever um programa que controle um reator químico, uma caldeira ou qualquer outro sistema de automação?
pode porque você tem conhecimento ou porque é formado em ciência da computação, sistemas de informação, processamento de dados, ou tem qualquer cursinho técnico.
Você assume os riscos?
Lê-se : uma cidade sair do mapa, 300 pessoas mortas com uma explosão…
Vocês acham que uma profissão é regulamentada só pra estipular um piso salarial?
Vai cobrar o que de quem de um cara que assina por um sistema e que nem profissão reconhecida tem?
Você se responsabiliza pelos seus códigos?
Eu trabalho na área e sei do que estou falando, e sou formado em ciência da computação;
Caro Willian.
Com relação ao médico e ao piloto citados por você, recomendo a leitura do artigo:
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080403.php
Posso afirmar que será uma leitura interessante.
Trabalho com eletrônica e automação industrial desde 1975.
Fui instrutor do laboratório de eletrônica para um curso de Ciência da Computação por 18 anos, fui também aluno deste mesmo curso, orientador de vários projetos de formatura e posso afirmar que este mesmo curso não delega ao bacharel, rsponsabilidades sobre controle de um reator químico, uma caldeira ou qualquer outro sistema de automação?
Mesmo que a profissão seja regulamentada, quais os riscos que este profissional está preparado para assumir?
Você conhece um reator químico?
Você conhece uma caldeira?
Qual é o sistema de automação que você conhece?
Tem noção do que é risco?
Esta responsabilidade sempre foi e será do RT (responsável técnico) registrado no CREA (técnico, tecnólogo ou engenheiro).
Se alguém lhe disse o contrário, sinto informar que foi enganado.
O mesmo serve para aqueles que insistem em dizer que profisisonais de TI são responsáveis por códigos de aeronaves.
http://info.abril.com.br/edicoes/227/arquivos/4902_1.shl
Desculpe se coloquei formiga no seu doce, mas, voce deve rever seus conceitos.
É muito comum ouvir a sua frase final:
“Eu trabalho na área e sei do que estou falando, e sou formado em ciência da computação”.
Geralmente são os primeiros a negarem os fatos, quando percebem que estavam totalmente enganados.
É o que vejo há muito tempo na área tecnológica.
[…] http://www.kumpera.net/blog/index.php/2008/04/16/vamos-todos-impedir-a-regulamentacao-da-profissao-d… […]
@marco_piracicaba, Willian
O meu trecho preferido:
“O pior equívoco cometido pela maioria dos comentaristas é confundir regulamentação com regulação. Permito-me dizer que a maioria, senão a totalidade daqueles que são contra a regulamentação, não são contra a regulação pois estes inclusive já vivem sob ela. Entretanto aqueles que são a favor da regulamentação, na esmagadora maioria dos casos não sabem qual a sutil diferença entre os dois adjetivos no contexto em que se aplica.” O primeiro, a regulamentação, visa não a profissão mas sim criar regras que muitas vezes são anacrônicas para o profissional. Já regular é aquilo que vemos no cotidiano da informática: uma modelagem de dados seguindo padrões pré-estabelecidos, um protocolo que possui regras para seus pacotes trafegarem em uma rede, a tipagem de uma linguagem e assim por diante. Isso regula o que fazemos no dia-a-dia e regulamentar não irá regular a profissão pois tal qual um piloto, o profissional não precisa de um órgão atrelado a um governo para dizer o que ele deve ser. O governo (será que ele?) deveria somente regular a informática em conjunto com outros órgãos mundiais e não enfiar sua colher suja no angú dos outros.”
[]s
Muita gente aqui nao ta entendendo o porquê o protesto: Nao somos contra uma regulamentacao, somos sim contra a regulamentação nos moldes que ESSE projeto propõe.. Àqueles formados (ei, eu sou formado em SI tb, ok?) que estao apenas felizes pq terão suas profissões reconhcidas e não se dão o mínimo trabalho de ler o projeto em questão, façam-no. Observem as amarras que tal projeto, obviamente formulado sem qualquer consula à classe em questão, fruto possivelmente de aspiracoes políticas apenas, trará ao mercado de TI do Brasil.
Eu quero uma regulamentação. Mas eu quero uma regulamentação que traga benefícios a mim e ao país, não “isso”.
Leiam o projeto.. sejam críticos… não pensem apenas “oba, vou ter um melhor salário e a concorrência vai cair”..
Srs. só por comentário sobre algumas analogias usadas nos posts, não me lembro dos Egípcios, Incas e Maias terem diploma, e o Coliseu em Roma o Cara que fez o projeto que faculdade ele deve ter feito???
Respeito quem tem diploma, vou me formar o ano que vem, estou na área desde 98, agora Faculdade hoje é piada!
Prefiro ler um Livro da O’reilly é mais profícuo.
[]’s
Este projeto esquece-se de uma realidade comum no nosso mercado: O de profissionais que não se formaram específicamente na área de TI. O próprio Bill Gates abandonou a faculdade de DIREITO na metade, para fundar a Microsoft. Fora ele, temos muitos físicos, matemáticos, engenheiros, etc. que ao longo da história contribuiram muito para o desenvolvimento da tecnologia.
Não quero me alongar muito, mas quero dar mais um exemplo que ilustra bem esta situação:
Imagine que você é um dono de empresa e necessita de um software na área financeira por exemplo.
Você contata duas software-houses e ambas mandam um analista para fazer o levantamento de requisitos.
Um deles é formado em ciência da computação, o outro é formado em Adm. Empresas com MBA em Finanças. Pergunto: Qual dos dois terá melhor embasamento para identificar corretamente as reais necessidades da sua empresa e consiguir projetar um software que realmente lhe atenda, que seja simples de usar e facilmente customizável?
@Tiago
Uma boa graduação em Engenharia de Software seria uma boa base para este profissional, no entanto aqui no brasil só tem algumas pós-graduações, ou é apenas UMA matéria na grade dos cursos de tecnologia.
Hoje no mercado Auto-Regulado tanto o “Cientista da Computação” quanto o “Administrador” que não tem essa base em podem buscar o conhecimento em bons livros(ETC)e aplicá-los no trabalho.
*Quanto ao “Administrador” é importante que ele busque conhecer SOs, Redes, SOs distribuídos, algoritmos e estruturas de dados — não precisa se aprofundar na parte ciêntífica, a não se que tenha interesse.
No final os 2 podem concorrer no mercado para a vaga onde o graduado em engenharia de software, se considerarmos a formação, seria o cara ideal. Que seja contratado o melhor — melhor não é a palavra certa, mas o cara com o perfil mais conveniente para que o projeto tenha sucesso.
[ Guide to the Software Engineering Body of Knowledge]
- http://www.swebok.org/
- http://www.swebok.org/htmlformat.html
Eu respeito um bom Curso de Ciência da Computação, mas é importante não vê-lo como a “formação mais forte” para todas as situações.
[]s
@Thiago
Além disto, Domain-Driven-Design parte do princípio que nos como desenvolvedores só conheceremos bem o modelo de domínio no final do projeto. Assim é importante utilizar técnicas para isolar ao máximo código que resolve negócio de código de infra-estrutura. Essas técnicas nos permitem escrever código que suporte mudanças e evolução no início meio e fim do projeto. E não um código “spaghetti code nojento”, “POG” que ninguém consegue alterar, manter, evoluir. Acredito que este conhecimento seja mais válido, do ponto de vista técnico, do que ser um programador especialista no domínio de negócio em questão.
http://www.domaindrivendesign.org/
http://www.domaindrivendesign.org/books/index.html
[]s
Acredito que um individuo que esta a mais de 5 ou 10 anos na área de TI e ainda não procurou fazer uma graduação no ramo em que trabalha. Deveria no mínimo ficar calado e não fazer comentários sobre este projeto.
Tiago seu eu fosse cliente ficaria desconfiado. Estou passando informações para um fracasado no curso em que optou, e depois ainda entrou pela janela para um outro ramo, ou talvez pergunta-se para que diabos ele ainda foi fazer MBA em Finanças se como graduada em Administração de Empresas já não tinha dado certo.
Pascal disse
“Acredito que um individuo que esta a mais de 5 ou 10 anos na área de TI e ainda não procurou fazer uma graduação no ramo em que trabalha. Deveria no mínimo ficar calado e não fazer comentários sobre este projeto.”
Acredito que um indivíduo só tem um comentário que não acrescenta em nada deveria no mínino ficar calado. É o tipo de preconceito que só leva ao atraso. Outros diriam o seguinte:
“Acredito que um individuo que esta a mais de 5 ou 10 anos na área de TI e embora tenha cursado graduação no ramo em que trabalha e ainda não leu os livros X,Y e Z não tem base conceitual em W e não tem prática em C, deveria no mínimo ficar calado e não fazer comentários sobre este projeto, pois este, enquanto se mantém em estado de inercia, é o verdadeiro fracassado.”
Não é justo? E principalmente efetivo para a sociedade, para a economia, etc… Porque é tão difícil valorizar conhecimento antes do papel para algumas pessoas? O objetivo final não é o conhecimento? Por que restringir os meios?
[]s
Não faz o menor sentido. O presidente deve estar nervoso porque andam falando q ele nunca leu um livro. Deixa eu perguntar, pra ser deputado, precisa ter diploma ?
Bom, quem é contra essa lei deve ser um picareta que nunca fez nenhum tipo de curso e que denigre a imagem dos Analistas de Sistemas.
Os Advogados tem o OAB, Engenheiros tem o CREA, e os profissionais de informática sempre ficaram ao Deus dará…
Se vocês tem medo de ficar para trás por conta da regularização, problema de vocês!
Profissionais de Informática devem se unir e apoiar essa iniciativa!
Picaretas devem realmente ficar com medo, pois muitos irão perder seus empregos e muitos irão à falência…
Infelizmente…
EU APOIO ESSA INICIATIVA!
Marcio Leandro, você tá com medinho doq!?
Bruno, você trabalha há 10 anos na área sem graduação? Sua mamata está acabando! Ninguém vai roubar meu emprego! Não que eu esteja desempregrado… é modo de falar…
Imagina a cena… Você necessita deum Advogado… Dai aparece dois figuras na sua frente,,,
Um diz: “Eu sou advogado há 10 anos! Tenho muita experiência nesse ramo… Só tem um probleminha, eu não tenho OAB…”
E o outro diz: “Bom, eu sou formado pela faculdade X tenho OAB há 5 anos e já atuei em muitos casos semelhantes à esse…”
Quem você escolheria para ser o seu Advogado!?
O sem OAB!?
Sinceramente…
Agora vamos mudar a cena…
Você tem uma empresa e deseja informatizá-la…
Chega um cara para você e diz:
“Bom, eu trabalho na área há 10 anos! Já desenvolvi grandes projetos…”
Você então pergunta: “Você fez pós ou MBA onde?”
“Ah! Estudar isso pra quê?”
Você contrataria?
Ou você preferiria esse outro:
“Eu trabalho na área há 10 anos… Tirei meu CCT há pouco mais de 1 ano e meio… Já trabalhei em grandes projetos…”
Nem precisa falar mais nada não é mesmo!?
Isisto: Somente os PICARETAS estão com medo da regularização…
@Evandro Meneses
Desisti de Ciência da Computação, não me arrependo nem um pouco, pois meu foco é um pouco diferente, no entanto escrevo texto (e código) bem estruturado, ao contrário do seu.
Além disto antes de comentar um POST eu leio os comentários anteriores desde o início para entender o que se passa. Procuro expor minhas idéias de maneira lógica e organizada.
Você aparentemente, considerando como escreve e os argumentos utilizados, é o produto indesejado das faculdades “fast-food” que temos por ai. Ainda que tenha passado por uma “renomada”, percebe-se que não aproveitou muito os anos de imersão coletiva nos estudos.
[]s
Evandro Meneses em May 19th, 2008 at 5:16 pm
Bom, quem é contra essa lei deve ser um picareta que nunca fez nenhum tipo de curso e que denigre a imagem dos Analistas de Sistemas.
Picaretas devem realmente ficar com medo, pois muitos irão perder seus empregos e muitos irão à falência…
Evandro Meneses em May 19th, 2008 at 5:26 pm
Isisto: Somente os PICARETAS estão com medo da regularização…
Caro Evandro.
Creio que não tenha lido o tópico desde o inicio por isso não está entendendo a seriedade dos fatos.
Acredito que você saiba que esta regulamentação não existe em nehum outro pais desenvolvido.
Acredito também que você saiba que hoje existem muito mais “vagas para profissionais de TI” do que “bons profissionais de TI”. Mesmo estando as escolas formando profissionais como pãezinhos na padaria da esquina.
Saiba que estes profissionais “formados e incapacitados”, que hoje não são dignos de preencher qualquer vaga, serão os únicos habilitados a fazê-lo.
O resultado já pode até ser previsto sem nenhuma bola de cristal.
Acredito que você já tenha ouvido falar em globalização e saiba seu significado.
Voltando ao cenário da globalização aliada a internet, nada impede que os empresários busquem soluções em outros países sem ferir a lei da regulamentação.
Se hoje você desdenha quem é contra esta burrice, tenha certeza que será uma futura vítima desta ignorância.
China e Índia são hoje, paraísos de desenvolvimentos tecnológicos, com custos muitos inferiores aos nossos.
O que impediria um empresário da área química, requerer um sistema completo da Índia, já que necessitará contratar um profissional de TI para desenvolvê-lo junto com seu profissional químico, nesmo este último tendo conhecimentos suficientes para tal?
Tenha certeza que o sistema indiano sairá muito mais em conta.
Isto já é realidade no mundo todo. Sistemas corporativos são desenvolvidos em diversas partes do mundo e seu suporte técnico é contemplado via internet.
Será uma questão de tempo para que outros empresários percebam o lucro que terão dispensando parte da sua equipe de TI. Talvez toda ela.
Leia estes documentos, caso não tenha lido anteriormente:
http://www.dicas-l.com.br/linha_de_data/linha_de_data_20080403.php
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/042008/09042008-17.shl
http://info.abril.com.br/aberto/infonews/082007/16082006-18.shl
http://veja.abril.com.br/190400/p_060.html
Tenham a mente aberta para muitas outras informações. O universo é muito mais que programação e análise de dados.
“Principalmente os formados”.
Mostrem que têm visão além deste horizonte obscuro.
Lembrem-se que o Brasil é craque em lançar moda inapropriada.
Com certeza qualquer pessoa pode aprender a programar, e programar bem, assim como qualquer pessoa pode aprender a suturar a pele de alguem.
Acho até que antes de regulamentarem a profissão de médico existiam os curandeiros, e eles só não devem ter criado blogs e comunidades contra a regulamentação por que isso nao existia!
Acho sim que a profissão deve ser regulamentada para que se coloquem regras nessa área que é uma verdadeira zona. E acho que ninguem vai perder emprego não… só nao vai poder ter cargos especificos de quem estudou e tem diploma!
Os analistas e as empresas sempre vao precisar de PROGRAMADORES.
Acredito também que você saiba que hoje existem muito mais “vagas para profissionais de TI” do que “bons profissionais de TI”. Mesmo estando as escolas formando profissionais como pãezinhos na padaria da esquina.
CITANDO:
“Saiba que estes profissionais “formados e incapacitados”, que hoje não são dignos de preencher qualquer vaga, serão os únicos habilitados a fazê-lo.”
Esses incapacitados não tem vagas por que existem muitos PROGRAMADORES de 16 anos que cobram muito menos pra fazer a mesma coisa. Conheco muitos que sairam da Universidade para um concurso publico, ou montaram uma empresa de cursos de informatica para não ficar batendo cabeça contra os PROGRAMADORES.
As Universidades podem até formar pessoas despreparedas para o mercado, mas elas com certeza tem mais bagagem do que um garoto de aprendeu a programar na internet entre uma punheta e outra.
Acho que é isso!
Que tolice…
Vocês (não todos os programadores, pois creio eu que devem ter mais bom-senso que vocês que fizeram essa ‘campanha’) não tem mais o que fazer, não? Como, digamos… Programar?
Que palhaçada… Vão estudar mais…
É…
Eu tinha uma opinião equivocada… comecei pensando que a Lei seria interessante pois ajudaria a regular.. e a filtrar os bons profissionais, que se dedicaram numa boa Universidade daqueles fabricados nos “fast-foods”. Lendo os posts.. lembrei que os bons acabaram é se sujando com os mals profissionais.. porcamente preparados e isso não vai ajudar em nada, apenas piorar o caos já instalado.
Ser reconhecido é importante, mas existem diversas formas disso acontecer, certificações, aprendizado… sou formado em CC e minha área de atuação em SL não veio em quase nada da Universidade, mas das horas a fio gastas estudando.
Agora, depois da Lei de regulamentação da profissão, vamos ter também a Lei de regulamentação da área de atuação? Um profissional de Processamento de Dados não pode nem sonhar em escrever linhas de código em Assembly? O que define que eu vou poder atuar desenvolvendo um patch para o kernel do Linux que controlará em tempo real todas as entradas e saídas de um aeroporto? A Lei não diz que eu tenho capacidade para tal.. apenas que tenho um canudo.. e ter canudo hoje está tão fácil quanto comprar carteira de motorista.
OPS, engano meu.. comprar carteira de motorista está até difícil… agora analfabeto que passa em Universidade.. humm, imagina que profissional competente vai sair, tomando a vaga daqueles heróicos que gastaram muitas vezes, muito mais tempo que aqueles nossos amigos “inúteis” que ficam no bar bebendo e vão ser equiparados a nós?
Já diria nosso amigo Linus: “Show me the code”, falar que tem um diploma é fácil.. me mostre competência.
vai estudar vagabundo. se você é contra a regulamentação, forme-se em um curso de análise de sistemas e seja a favor! deixe de ser idiota achando que um analista de sistemas é um mero programador. codificação é apenas uma das áreas de análise de sistemas, aliás, a mais pobre. portanto, pare de falar asneiras sobre um projeito de lei que é muito mais amplo do que esse seu protestozinho ridículo.
a nossa sorte, é que os políticos estão cagando e andando para gente como você hahahah falowwww
Bom primeiramente sou a favor… não vou dar exemplos como CRM e OAB, pois já falaram muito sobre isso e sei que ninguém aqui iria num fundo de quintal, fazer uma operação com uma pessoa que não tenha CRM. bom o CRM e OAB entre outros, não ENGESSAM os Médicos e os Advogados assim como as outras profissões com seu órgãos. Elas apenas vigiam e Habilitam.. vcs que falam tanto de mundo open source..estão esquecendo que vcs também tem suas Certificações como LP| LP||, CCNA entre tantas… o Mundo MS tem as suas tb.. e pq nunguém reclama… isso tb não é visto na hora de “arranjar” um emprego??
Vejo isso como apenas um jeito de mostrar, que as pessoas que estudaram e sabem aplicar um tipo ferramenta.
isso seria o mesmo para o Analista.. ou vcs querem passar a vida programando?
vcs que criticam e/ou vcs que programam via Apostilando e fóruns, me digam se sabem o Papel de Analista dentro de uma empresa? seja ela uma SoftHouse ou Não??
Tenho certeza que não é programar
Então pelo que vejo, fora a discussão toda sobre a regulamentação.
Quem está se formando como Bacharel em Sistemas de Informação fica de fora de todo esse grupo de análise de sistemas?
Porque nossa formação é composta de Computação e Administ