Acho curioso como o Phillip Calçado gosta de argumentar com a parede. Ainda mais quando ele é provocado sobre a utilidade de programação orientada a objetos. Acho uma discussão fútil, principalmente pelo fato de não corroborar com o principal problema enfrentado pela indústria – integração e colaboração entre aplicações.
Pode se argumentar que se trata de uma questão cultural, que a grande maioria dos desenvolvedores acham que o banco de dados deve ser o integrador de aplicações. Pensando rapidamente até faz sentido, já que todos os dados estão lá e as histórias de integração se resumiam a ler ou escrever dados fora do controle do sistema.
Eu defendo que se trata de visão míope, completa incapacidade de enxergar a longo prazo ou com um horizonte mais amplo. Qual sistema relevante de integração não possui comportamento a ser aproveitado? Ao utilizar um RDBMS simplesmente se anulam as chances de explorar todo código e regras de negócio já existentes. Uma pessoa letrada em desenvolvimento de software tem a obrigação de enxergar isso, de possui olho de peixe.
Agora se sua aplicação for desenvolvida apenas como uma casca para um repositório de dados, seja ele prevayler ou OODBMS ou relacional, ela vai entregar muito pouco valor para o cliente, nem o mínimo para ganhar o rótulo de moderna. Eu, e o Phillip também, gostaríamos mesmo de ver uma evolução no mercado, de existirem mais pessoas entendendo que hoje que escalabilidade e paralelismo também estão relacionados a desenvolvimento e deployment – conceitos estes que estão intimamente relacionados com a forma como uma aplicação se apresenta ao mundo.
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