Todos nós começamos a programar sem saber muito do assunto, somos então rotulados de júnior. Um rótulo que então todo dia sonhamos em se livrar, afinal programador júnior é o mesmo que o “café-com-leite” do pega-pega. O ruim dessa posição é que mesmo sem saber bem como se escreve um software, já tem que produzir como os demais. Ai que mora o perigo, uma pessoa nessa função pode até saber programar, mas deve ter os auspícios dos mais safos de sua equipe para evitar desastres.
Dificilmente uma equipe de desenvolvimento vai contar somente com desenvolvedores experiêntes, os que sabem menos tem a tanta obrigação de aprender quando os demais de ensinar. O problema disso fica por conta de como encaixar isso na dinâmica da execução de um projeto e na minha opinião a forma mais eficaz é o feedback sobre o código produzido. Esse feedback pode ocorrer atraves de code-reviews, pair programming ou qualquer outra maneira que leve ao questionamento das decisões tomadas.
Garantir que esse feedback ocorra, e em tempo habil para ser útil, é obrigação do lider do projeto, que deve criar o espaço e habito entre os demais. Tem formas razoaveis de fazer isso, como, por exemplo, instituir semanlmente um code-review das classes que aparecerem mais feias em um relatório de métricas ou pedir que uma pessoa mande o trecho de código mais cabeludo do atual projeto dela para ser sabatinado.
O mais importante nisso tudo é evitar que se crie uma bola de neve de desenvolvedor inexperiente criar aquela obra de arte impossivel de se manter e que é rotulada de legado antes mesmo de ir para o ar.
Espero então que esse post sirva pelo menos para todas as vítimas de programadores júnior – aquelas que tiveram que se aventurar em códigos por eles escritos – entenderem que tem de dividir a culpa.
4 responses so far ↓
1 Diego Pires Plentz // Apr 26, 2006 at 1:09 am
E dar uma olhadinha no código fonte do júnior, apontar erros e exigir código bem feito (sem gambiarras), é dever dos mais experientes. Você pode parecer “o cara chato” no começo, mas ele o verá como mestre no futuro.
2 Ricardo // Dec 6, 2008 at 7:51 pm
Muito bem Rodrigo
Pelo visto o Sr. já nasceu sabendo tudo, não é ?
Pois fique sabendo que experiência não quer dizer nada. Já peguei muito código de “MACACO VELHO” , para dar manutenção, que mais parecia um ninho de rato e, o dito, de tão cheio de sí quase saia na porrada quando era questionado.
Há um sem número de livros onde você pode aprender metodologias e técnicas afins para não cometer erros que outros já cometeram pois tempo não significa proficiência .
Então , meu caro amigo, quando a sua soberba estiver muito inflada, lembre-se de uma frase de pára-choque de caminhão ‘ A arca de Noé foi construida por um amador e o titanic por profissionais ‘.
3 kumpera // Dec 6, 2008 at 9:27 pm
Tudo bem Ricardo,
Acho que você não entendeu qual é o argumento que o texto defende.
Todos esperam que um programador menos experientes produza código de pior qualidade que os demais. Porém é obrigação daqueles com maior conhecimento estarem atentos ao que os iniciados estão a escrever.
Realmente não entendo onde sua crítica se encaixa com o escrito.
4 Rodrigo Celebrone // Dec 23, 2008 at 10:16 pm
Bonitas palavras Ricardo, porém….
Assim como o Rodrigo Kumpera disse você provavelmente atropelou a leitura, a mensagem que foi passada foi diretamente a quem programa dessa maneira “porca de ser”, mas não significa que alguem com pouco tempo de experiência não saiba programar, mas acredito que quando se é notado isso “pelo menos deveria ser notado”, as empresas passam o antigo programador Jr. para pleno.
O contexto foi direcionado para os reais “programadores junior”.
Bom, espero que tenha entendido, e gostei muito da idéia de se discutir trechos de código na semana, vou passar isso para meu coordenador e certamente estarei encaminhando esse post para todos na empresa.
Parabens Rodrigo, gostei muito blog.
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